segunda-feira, setembro 11, 2006

Rua do Acre

Nas raras vezes que eu não tenho nada para fazer na hora do almoço eu vou flanar na Rua do Acre. Não sei porque, mas eu adoro a Rua do Acre, embora ali tenha todo o caos que esta cidade oferece. Há sujeira, excesso de farmácias, bancos e restaurantes a quilo. Há uma Corte de Justiça e seus indefectíveis engravatados. Calçadas quase não existem. E há putas, putas velhas inclusive. Aliás, por lá transitam putas que levam seus filhos à uma escola pública nas imediações.
Estranhamente, na Rua do Acre existe uma farmácia aonde sempre há o shampoo que eu uso, meio difícil de achar. Aonde a máquina de cheque do banco nunca falha. E aonde eu consegui fazer uma cópia perfeita de uma chave que chaveiro nenhum no mundo conseguia fazer.
Na Rua do Acre eu vi a pessoa mais andrógina de toda a minha vida.
O mundo acontece na Rua do Acre, mas o mundo não sabe disso.

9 comentários:

St. Mário disse...

Eu sei. Bjs...

Denise Sollami disse...

Sabemos ambos... Mas isso ainda não é o mundo.

Frederico disse...

Bem, aqui está um representante do mundo. NUNCA vou para aquelas bandas, para lá da Pres. Vargas. Para mim é , realmente, uma surpresa saber que o mundo acontece na rua do Acre. Tal qual o estado que lhe empresta o nome, lá acontecem coisas mas o mundo não sabe (com raríssimas exceções).

Wally disse...

Mamãe e Papai por acaso vieram aqui em casa esta noite e me falaram de um restaurante BARATÉSIMO na rua do Acre. engraçado você escrever sobre ela. Qualquer dia flanarei por lá também. Ai, adoro flanar! :-)

CrissMyAss disse...

Há mais bio-diversidade na Rua do Acre que no Acre.
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Quer dizer que na Rua do Acre há uma escola de filhos-da-puta?
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Denise Sollami disse...

Criss, sim e sim.

E, como putas dão ótimas mães (assim como homens galinhas dão ótimos pais), as crianças são todas arrumadinhas e limpinhas e cuidadinhas.

fernando cals disse...

Oi, Denise,
Morando longe, quase não vou à Alfandega.
Mas, nas vezes que fui, geralmente acompanhando minha mulher em sua idas às cercanias do "Saara", gosto dos prédios e das coisas daquela Arquitetura da antigas. Choca-me, mesmo, a quantidade de fios e cabos elétricos, entre os postes, assustadores e perigosos.
Mas, não deixa de ser cativante, caminhar por ruas que contam uma boa parte de história do Rio.
Beijos
fernando cals

Ricardo Rayol disse...

Era dificil eu passar por lá...

CrissMyAss disse...

Bom, pra alguma coisa homem galinha tinha que prestar...