segunda-feira, fevereiro 05, 2007

... e a resposta para encerrar em definitivo o insólito frisson

(a pergunta é: teria o episódio tanta importância para causar tamanha celeuma? ou, por outra: que mistério esconde a psiquê humana para se comprazer com coisa deste tipo?)

"Não que isso seja um 'mea culpa', que um 'mea maxima culpa' não é. Não há nada, miseravelmente nada que possa ser considerado insultuoso na tal mensagem, o potin do momento a grassar copiosamente na 'turma' (segundo me disseram), imagino que à míngua de melhores potins (cá entre nós, que miséria, heim?). Nenhum adjetivo malsão, nenhum comentário ofensivo tipo “o cara é um chato” ou similar. Há, sim, uma confissão de uma amiga para outra de que o comportamento de alguém, uma pessoa a quem se queria ter na pura conta da amizade, a constrangeu.
Sim, a tal mensagem foi, por distração minha, mal endereçada, isso já deve ter sido percebido. Penitencio-me. De fato, peço desculpas, do fundo do meu coração, com toda franqueza d’alma, por não ter usado meus neurônios de forma mais eficiente ao teclar o comando “enviar”. E por esta tão-só razão é que a mensagem aqui segue copiada para quem aquela primeira, a famigerada, foi equivocadamente transmitida.
Quanto ao conteúdo, sinto dizer que dele não poderia me escusar por uma razão muito simples: não estaria sendo sincera contigo. Eu não aprendi a mentir, em que pese minha quase provecta idade. Desculpe, mas fiquei constrangida com aquele comportamento seu, digamos, ‘intimex’. Fiquei tão embaraçada que perdi o elán, e estava adorando dançar ali no meio do povo naquela festa dos trinta anos; sentei-me e não voltei à pista. Excesso de suscetibilidade? Não creio, não costumo ser especialmente suscetível em assuntos de amigo-amiga.
Eu perdi a naturalidade com você e isso é muito chato quando acontece com um amigo homem. Eu tenho amigos homens, nunca deixei de tê-los nestes quase vinte anos de casada, amigos apenas meus, é uma coisa minha gostar de trocar idéias com eles (às vezes até mais com eles do que com elas), meu marido sabe disso e não me censura. Por exemplo, adoro conversar com o "X" (estamos querendo marcar um chopp com um amigo comum há séculos) e também com o "Y" e com o "Z" (conversei horas outro dia com o "Z" na casa da "C", uma delícia). Adorei reencontrá-los, tenho o maior carinho por todos vocês rapazes. Aliás, quando vc apareceu fiquei muito contente, tanto que te escrevi uma mensagem de boas-vindas. Então logo contigo, uma pessoa em quem semprei achei a maior graça, não poderia conversar naturalmente? Muito chato. Quer dizer ainda que não poderia te dar um poeminha de presente de aniversário como dei pro "B" outro dia? Que teria que ficar na retranca? Que miséria. Saiba que ficaria realmente triste.
E mais triste ainda fiquei ao saber que você não havia entendido o que eu dissera.
Mas espero que agora saiba, sobretudo que perceba que não houve intenção de te ofender. E que a mensagem de fato não te ofende, apenas relata um fato. E que, ali, igualmente não há nada que um pouco de leveza e humor não possam sublimar.
Esperemos que um potin mais divertido distraia os corações e mentes da 'turma'.
E que, enfim, possamos nós dois trocar de bem.
Desculpe algum mau jeito.
Da amiga que te quer amigo,
Denise
p.s. peço encarecidamente a todos que não façam reply desta mensagem,não haverá caixa postal que agüente."

4 comentários:

Ricardo Rayol disse...

O caminho de AO Shum man diz que a vingança é um prato servido frio. refletindo sobre essa máxima da cultura esotérica chinesa tenho sempre um grande cuidado em escrever de cabeça quente rs.

Frederico disse...

Parcas considerações: a - Me surpreende que eu tenha voltado aqui quando a autora também o fez; ando distante da blogosfera - e o ritmo do imBLOGlio confirma a assertiva. b - Não sou da turma mas, já que o texto está público, acho que posso acerca dele me manifestar. Isto posto, c - situação saia justa essa... o sujeito não é um vilão, mas não gostou da publicidade do comentário com a amiga (comentário que, decerto, em nada é ofensivo). Mas há de se entender; quando acuadas emocionalmente, as pessoas tendem a reagir. Ficou um troço chato agora. Mas... that's life; que venha novo potin. (embora eu nunca saiba quando é real ou ficção. Ah, essa Solami...)

Frederico disse...

(sorry; double L)

Denise Sollami disse...

Frederico, verdade, quse não tenho postado: mto trabalho.

Ricardo, minha cabeça, é por natureza, um cadinho permanentemente em ebulição...