sexta-feira, janeiro 12, 2007

líbero

você assim tão paroxítono
tão pleno de palavras insólitas:
cornucópia, cúpida, híbrida,
cândida, cálida, lânguida,
vívido, cântico, sânscrito,
lépido, líquido, lírico.

você tão quântico e fálico,
eu cômica e súplica
você tão mediúnico,
eu mixórdia
você tão harmônico,
eu bobamente estúpida.

você tão tudo
eu
(...)
quase nada

5 comentários:

Claudio disse...

Denise,
num outro momento poético seu alguém replicou: no que será que ela estava pensando? E imediatamente compreendi a resposta que intuia mas sem alcançar: impossível desvendar a alma do poeta porque é ele(a) quem desvenda a nossa.
Mais uma vez voce alcançou isso.
Muito bonito e terno.
Parabéns

Adelino disse...

Denise, foi pura coincidência, mas escolhi o mesmo modelo de blog.
Sempre passei por aqui, porém, sentindo-me "intimidado" diante de postagens tão bonitos eu evitava deixar comentários.
Um abraço do seu leitor
Adelino

Denise Sollami disse...

Adelino, deixa de história! A casa é sua...

Ricardo Rayol disse...

que escrito! muito show. Mas vc querida é que seria o tudo o resto de nós não é nada

Obscenum disse...

Mais um verso invejável. Muito bom!!!! Mesmo!!!