A frase do título não é minha, é aforisma do
blog do Oldon. É ótima. Lembrei-me dela porque diz a Cora Rónai em sua crônica publicada na edição física do jornal O Globo de hoje que escrever sobre livros de amigos cronistas, pares de redação, é meio delicado - há sempre novidades, alguém publicando alguma coisa, e fica parecendo algo quase-cabotino. Não tenho esse pudor, não me sinto constrangida de falar bem de livros de autoria de amigos meus colegas de profissão; apenas não o faço porque, sinceramente, obras jurídicas aqui dariam traço no Ibope. Mas o livro do
Arnaldo Bloch é realmente muito bom ("Os Irmãos Karamabloch", Companhia das Letras). Fui no lançamento na terça-feira, o comprei, e, do que li até agora, adorei. É muito bem escrito, uma história espetacular. A saga dos Bloch é cinematogrática e ouso jogar as fichas em que esse livro vira um filme, um docudrama. Quem sabe? Portanto, assim que terminar de ler "Leila Diniz", de Joaquim Ferreira dos Santos, com quem ultimamente me pego com total delícia naqueles meus vinte minutos antes de dormir (com o livro, bem entendido), é no do Arnaldo que vou me jogar. Não há nada melhor do que ler um bom livro e melhor ainda se foi escrito por alguém de quem se gosta e se admira pelo talento e pela gentileza. Não apenas declaro (sem compromisso), como assino embaixo - com total responsa.
outro despudor, a dedicatória que me fez AB: "À Denise S, tradicional amiga de e'mails e blog, e também de uma chuvosa feijoada no Jobi de ótimas lembranças, com um beijo do Arnaldo"