domingo, janeiro 02, 2011

será ela - e apenas ela

Uma mulher no poder e parece que só agora que as mulheres têm poder.  No cargo máximo da República é a primeira vez no Brasil, mas o que dizer das anônimas que lideram as famílias, que delas são seus arrimos, que administram as multiplicidades de suas vidas?  "Empower the women", diziam as feministas nos anos setenta, e somente agora o aforisma se materializa por aqui.  Sim, a solidão das mulheres passa desapercebida de muitos, embora elas a experimentem diariamente.  Muitas demandas a atender - as próprias, as de sua saúde, as do trabalho, as dos amigos, as da família - e, ao fim do dia, a impressão que não se deu conta de tudo.  A Presidente já sabe, é uma mulher experiente, mas, a cada vez que se sentir só e com o peso da responsabilidade apenas sobre ela, pensará ter esquecido a famosa 'solidão do poder'. Será ela e sua consciência.  Ontem, ao vê-la passar as tropas em revista, a situação que se repetirá nos próximos anos ali tão claramente espelhada, não pude deixar de me emocionar e pensar na luta de tantas mulheres mundo afora.

foto de Roberto Stuckert, capturada da Internet

2 comentários:

ernesto disse...

À parte o simbolismo notório carregado pelo fato de o País ter uma mulher no poder executivo federal, cuja democracia presidencialista é plena de mitos de nosso passado de admiração por reis e rainhas, não vejo nada maior do que este simbolismo.
O que se deve desejar para Dilma é que ela seja eficiente na execução de trabalhos e atendimento das demandas do seu cargo.
E eficiência (ou eficácia) independe de gênero. Quem está naquela condição TEM que ser administrador e estadista e humano e político atributos suportados por visão de mundo e de futuro.
Às cargas a que submetemos nossas mulheres - e elas vem topando - são desumanas. Mulheres tem que ser, superlativamente excelentes nos papéis de mãe, de profissional, de dedicação ao lar, além de serem lindas e gostosas 24 horas por dia.
Mulheres são guerreiras, as admiro porque sempre aprendo com elas - você inclusa - e, claro, não vivo (sentido lato da palavra) sem elas!
Que Dilma seja eficiente e não se submeta ao fisiologismo.

Abraço,

Ernesto

Renata Fern disse...

É mulher, nós representamos o 'gênero maior', por ter a responsabilidade da vida dentro e fora das entranhas.