Não falei e acabei perdendo o fio da meada.
Quis também comentar um texto da Dira Paes publicado na Revista do Globo de 24 de agosto chamado “Eis o mistério da fé!”. Com muita doçura e precisão, Dira consegue dizer o que para ela significa ter fé e, sem pieguice ou tom messiânico, descreve uma ocasião em que estava em especial comunhão com a natureza e que percebeu haver recebido um sinal, tempos depois identificado como o anúncio da gravidez que viria. Espero um dia conseguir falar sobre o que para mim significa ter fé, algo que me veio tardiamente e que também se revela, a cada vez , de forma bastante singela. Não mudei de religião, não me converti a nenhuma seita, não foi nenhuma ruptura com nada. Um dia falo disso.
Mas o que eu queria mesmo era conseguir falar sobre o Zeca, meu poodle por 13 anos, alguém que me ensinou imenso sobre amar e sobre cuidar. Fomos incondicionalmente amigos um do outro. Ele partiu, nos deixou no dia 19 de agosto. A casa está vazia, assim como vazio está meu coração.
Mas disso eu não consigo falar.
foto do meu arquivo pessoal, Zeca atendendo a um dos comandos de que mais gostava: "vamos viajar?"